Oração de Santa Luzia

“Senhor, Deus misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel” (Ex 34,6b), que vos dignastes iluminar com o esplendor da santidade a gloriosa virgem Santa Luzia. Concedei-me, por sua intercessão o dom da fé, a graça da saúde do corpo e da alma; livrai-me de qualquer enfermidade dos olhos e preservai a minha visão para que eu possa ver as belezas da criação, conhecer e amar a Jesus, servir no seu reino de justiça e de paz e, assim como hoje faz Santa Luzia, contemplar, um dia, a vossa glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Pai Nosso..., Ave Maria... e

Glória ao Pai...

 

Santa Luzia

Santa Luzia (ou Santa Lúcia), cujo nome deriva do latim, é muito amada e invocada como a protetora dos olhos.

Luzia pertencia a uma rica família de Siracusa, Itália. Sua mãe, Eutíquia, ao ficar viúva, prometeu dar a filha como esposa a um jovem da Corte local. Mas a moça havia feito voto de virgindade eterna e pediu que o matrimônio fosse adiado. Isso aconteceu porque uma terrível doença acometeu sua mãe. Luzia, então, conseguiu convencer Eutíquia a segui-la em peregrinação até o túmulo de santa Águeda ou Ágata. A mulher voltou curada da viagem e permitiu que a filha mantivesse sua castidade. Além disso, também consentiu que dividisse seu dote milionário com os pobres, como era seu desejo. Vendeu tudo o que tinha e deu aos pobres.

Entretanto quem não se conformou foi o ex-noivo. Cancelado o casamento, foi denunciar Luzia como cristã ao governador romano. Era o período da perseguição religiosa imposta pelo cruel imperador Diocleciano; assim, a jovem foi levada a julgamento. Como dava extrema importância à virgindade, o governante mandou que a carregassem à força a um prostíbulo, para servir à prostituição. Conta a tradição que, embora Luzia não movesse um dedo, nem dez homens juntos conseguiram levantá-la do chão. Foi, então, condenada a morrer ali mesmo. Os carrascos jogaram sobre seu corpo resina e azeite ferventes, mas ela continuava viva. Somente um golpe de espada em sua garganta conseguiu tirar-lhe a vida, para assim testemunhar com a sua vida e morte o que dizia: “Adoro a um só Deus verdadeiro, e a ele prometi amor e fidelidade”. Era o ano 303-304.

Somente em 1894 o martírio da jovem Luzia, também chamada Lúcia, foi devidamente confirmado, quando se descobriu uma inscrição escrita em grego antigo sobre o seu sepulcro, em Siracusa, Ilha da Sicília. A inscrição trazia o nome da mártir e confirmava a tradição oral cristã sobre sua morte no início do século IV.

Mas a devoção à santa, cujo próprio nome está ligado à visão (“Luzia” deriva de “luz”), já era exaltada desde o século V. Além disso, o papa Gregório Magno, passado mais um século, a incluiu com todo respeito para ser citada no cânone da missa. Os milagres atribuídos à sua intercessão a transformaram numa das santas auxiliadoras da população, que a invocam, principalmente, nas orações para obter cura nas doenças dos olhos ou da cegueira.

Diz a antiga tradição oral que essa proteção, pedida a santa Luzia, se deve ao fato de que ela teria arrancado os próprios olhos, entregando-os ao carrasco, preferindo isso a renegar a fé em Cristo. A arte perpetuou seu ato extremo de fidelidade cristã através da pintura e da literatura. Foi enaltecida pelo magnífico escritor Dante Alighieri, na obra “A Divina Comédia”, que atribuiu a santa Luzia a função da graça iluminadora. Assim, essa tradição se espalhou através dos séculos, ganhando o mundo inteiro, permanecendo até hoje.

Para proteger as relíquias de santa Luzia dos invasores árabes muçulmanos, em 1039, um general bizantino as enviou para Constantinopla, atual território da Turquia. Elas voltaram ao Ocidente por obra de um rico veneziano, seu devoto, que pagou aos soldados da cruzada de 1204 para trazerem sua urna funerária. Santa Luzia é celebrada no dia 13 de dezembro e seu corpo está guardado na Catedral de Veneza, embora algumas pequenas relíquias tenham seguido para a igreja de Siracusa.

    

São Nicolau

Quem foi São Nicolau?

Nasceu na Lícia, hoje Turquia, no ano de 275. Filho de pais afortunados e cristãos praticantes, Nicolau cresceu num lar harmonioso e generoso, pois seus pais sempre souberam socorrer os necessitados, os peregrinos e os marginalizados da sociedade do seu tempo. Como se conhece a árvore pelo fruto que dela cai, com Nicolau não seria diferente. Ainda muito jovem decidiu dedicar-se ao Reino de Deus, tornando-se sacerdote.

Padre Nicolau trabalhou na Diocese de Mira (Turquia), onde exerceu seu ministério com amor e dedicação pela causa da evangelização e conversão dos pagãos, num clima de perseguição religiosa. Nicolau se preocupava com as causas sociais de seu tempo, e, como zeloso sacerdote, não hesitou em distribuir sua herança em favor dos menos favorecidos de sua Diocese.

A tradição relata o fato, bastante conhecido, das três jovens cujo pai, não podendo fornecer dotes para o casamento, aconselhara as filhas a se entregarem à prostituição. Padre Nicolau ao saber disso, jogou pela janela da casa das jovens três bolsas cheias de moedas de ouro suficientes para os dotes.

Nicolau foi sagrado Bispo de sua cidade depois de uma viagem a Terra Santa, no ano de 325 em Nicéia, subscreveu a fé na Divindade de Cristo consubstancial ao Pai.

Ainda segundo a tradição, muitos milagres são atribuídos ao Bispo Nicolau. Eis alguns: libertou três oficiais presos injustamente por Constantino, graças aos seus rogos e seus apelos convincentes; ressuscitou três meninos que tinham sido cozinhados em salmoura, por um hospedeiro cruel; salvou um menino morto em chamas; libertou três marinheiros de um naufrágio.

Incontáveis seriam os milagres atribuídos ao Santo, porém, no século XII apareceu o costume de representar São Nicolau dando doces às crianças, na vigília de sua festa (06 de dezembro), numa lembrança do milagre dos três meninos assassinados.

Mais tarde, esse costume se desenvolveu por influência dos mitos germânicos da natureza. E no século IX, no norte da Alemanha, o folclore pagão substituiu São Nicolau pelo “Homem do Natal”, mudando seu nome para “Santa Claus” ou para o velho “Papai Noel”.

Durante a perseguição de Diocleciano, Nicolau foi preso e suportou corajosamente às torturas; quando já estava para ser processado e condenado à morte, foi publicado o Edito de Milão, em 313, concedendo-lhe a liberdade religiosa.

Ao que parece, Nicolau faleceu em Mira, em 06 de dezembro no ano de 342, com grande fama de santidade e de poder taumatúrgico, isto é, poder de fazer milagres.

Por volta de 847, foi organizada uma expedição, por iniciativa da cidade de Bari, na Itália, a fim de transportar as Sagradas Relíquias para um lugar mais seguro, pois a Turquia estava sendo invadida pelos mulçumanos. A expedição realizou-se com êxito, e o corpo de São Nicolau foi, de fato, depositado na Catedral de Bari (Itália), que o tem como padroeiro.

São Nicolau tornou-se popular também na Rússia, onde foi declarado padroeiro principal, motivo pelo qual muitos Czares adotaram este nome.

O culto a São Nicolau é extremamente popular na Europa, sendo padroeiro da Rússia, da Grécia e da Turquia. Foi tão popular na antiguidade que lhe consagraram no mundo mais de dois mil templos.

São Nicolau era invocado pelos fieis nos perigos, nos naufrágios, nos incêndios e também quando a situação econômica ficava difícil.

Porém, de tudo o que fez, e dos prodígios que realizou, devemos nos concentrar em suas virtudes e em sua bondade. Destacamos a caridade extremada, o zelo pelo anúncio do Evangelho, a defesa da Doutrina da Igreja, a coragem e a determinação em não ceder às ameaças dos poderosos e o olhar atento no exemplo de Jesus Cristo.

 

Oração de São Nicolau

Ó Deus todo poderoso,

que nos destes São Nicolau como nosso protetor e taumaturgo, dai-nos imitá-lo na confissão da fé no vosso Filho Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem consubstancial a Vós, ó Pai.

Concedei-nos, como destes

a São Nicolau, o dom do cuidado dos mais pobres e necessitados,

das crianças  e dos jovens.

Dignai-vos, ó Deus, a nós que veneramos São Nicolau como nosso pastor, assistir-nos e salvar-nos de todos os perigos no caminho que conduz à salvação.

Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.